17/11/2009

Teria Nome de Flor

Prólogo


A vida de Daniele começou aos 17 anos.
- Não! Cristovão, não faça isso!
- Feche os olhos. Ele disse.
Ela então caiu de joelhos. – Por favor!
- Eu sinto muito! Essas foram as últimas palavras de Cristovão.
Capítulo I:

De joelhos e com as mãos no rosto, sem ver ela sentiu o jato quente de sangue esguichar no seu rosto e ouviu o corpo do melhor amigo cair no chão, pesado como chumbo.
O grito de terror foi misto de agonia e certeza, ela sentiu suas cordas vocais rasgarem como pano; sabia o que veria e por mais que quisesse, não poderia ficar com os olhos fechados pra sempre. Ao abrir os olhos viu Cristovão prostrado ao chão com seu colete amarelo e calça azul, o talho no pescoço ainda sangrava e o corpo parecia amolecer.

A vida de Daniele começa a partir do momento da qual ela nunca mais poderá ser a mesma, nada mais poderá ser concertado na máquina do seu corpo. Essa é a história que sempre quis contar, a história de como Daniele entrou na minha cabeça carregando sua alma doente. Mas vamos começar do inicio e não de quando ela nasceu pra escuridão, vamos para o dia em que nasceu a menina que teria nome de flor.








>>> é chegada a hora de me dedicar ao eu livro, "Teria Nome de Flor". Os deixo com o primeiro capítulo. Esboço cru do meu maior filho.

06/11/2009

(y)


So I'm gonna fuck it up again.

21/10/2009

breve instante

google imagens

Avistar Porto Alegre da estrada, com o pôr-do-sol e kentucky hymn no mp3 player; um momento único. E então casa, a tua casa, que na primeira visita já é tão minha. E o final de semana passou rápido, jantar na casa de amigos, 7ª Bienal do MERCOSUL, cinema, praça de alimentação, jantinha caseira, mãos dadas pelas ruas da capital e o nosso humor. As longas horas em pausa de palavras tão curtas que seguram o nosso mundo. Das coisas que vi, dos ares que respirei, do acordar com teus olhos verdes me olhando, ficaram momentos e cidade que já sinto falta.

09/10/2009

de um amor assim

eu amo como bicho, como Vinicius, em um soneto de amor total.

20/09/2009

o meu gostar de você

e tudo se confunde, tudo vira certeza e tudo se perde quando de repente eu me vejo naquele mesmo lugar, lugar que sempre lembro, lugar que ganhou nome de horas da primeira vez que saí de lá e hoje tua mão na minha perna me fez ter certeza que se volto é porque esse é um lugar onde quero estar, daí eu fiquei com a cabeça encostada na janela pensando em Caio F. Abreu e no meu gostar de você; em como isso é real.

O meu gostar de você chegou a ser amor, pois se eu me comovia vendo você, pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo. meu deus como você me doía. de vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada só olhando e pensando - meu deus como você me dói de vez em quando.