06/11/2009

(y)


So I'm gonna fuck it up again.

21/10/2009

breve instante

google imagens

Avistar Porto Alegre da estrada, com o pôr-do-sol e kentucky hymn no mp3 player; um momento único. E então casa, a tua casa, que na primeira visita já é tão minha. E o final de semana passou rápido, jantar na casa de amigos, 7ª Bienal do MERCOSUL, cinema, praça de alimentação, jantinha caseira, mãos dadas pelas ruas da capital e o nosso humor. As longas horas em pausa de palavras tão curtas que seguram o nosso mundo. Das coisas que vi, dos ares que respirei, do acordar com teus olhos verdes me olhando, ficaram momentos e cidade que já sinto falta.

09/10/2009

de um amor assim

eu amo como bicho, como Vinicius, em um soneto de amor total.

20/09/2009

o meu gostar de você

e tudo se confunde, tudo vira certeza e tudo se perde quando de repente eu me vejo naquele mesmo lugar, lugar que sempre lembro, lugar que ganhou nome de horas da primeira vez que saí de lá e hoje tua mão na minha perna me fez ter certeza que se volto é porque esse é um lugar onde quero estar, daí eu fiquei com a cabeça encostada na janela pensando em Caio F. Abreu e no meu gostar de você; em como isso é real.

O meu gostar de você chegou a ser amor, pois se eu me comovia vendo você, pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo. meu deus como você me doía. de vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada só olhando e pensando - meu deus como você me dói de vez em quando.

03/09/2009

Segunda ou Terça-feira - V.W.

Preguiçosa e indiferente, vibrando facilmente o espaço com suas asas, conhecendo seu rumo, a garça sobrevoa a igreja por baixo do céu. Branca e distante, absorta em si mesma, percorre e volta a percorrer o céu, avança e continua. Um lago? Apaguem suas margens! Uma montanha? Ah, perfeito – o sol doura-lhe as margens. Lá ele se põe. Samambaias, ou penas brancas para sempre e sempre.

Desejando a verdade, esperando-a, laboriosamente vertendo algumas palavras, para sempre desejando – (um grito ecoa para a esquerda, outro para a direita. Carros arrancam divergentes. Ônibus conglomeram-se em conflito) para sempre desejando – (com doze batidas eminentes, o relógio assegura ser meio-dia; a luz irradia tons dourados; crianças fervilham) – para sempre desejando a verdade. O domo é vermelho; moedas pendem das árvores; a fumaça arrasta-se das chaminés; ladram, berram, gritam “Vende-se ferro!” – e a verdade?

Radiando para um ponto, pés de homens e pés de mulheres, negros e incrustados a ouro – (Este tempo nublado – Açúcar? Não, obrigado – a comunidade do futuro) – a chama dardejando e enrubescendo o aposento, exceto as figuras negras com seus olhos brilhantes, enquanto fora um caminhão descarrega, Miss Fulana toma chá à escrivaninha e vidraças conservam casacos de pele.

Trêmula, leve-folha, vagueando nos cantos, soprada além das rodas, salpicada de prata, em casa ou fora de casa, colhida, dissipada, desperdiçada em tons distintos, varrida para cima, para baixo, arrancada, arruinada, amontoada – e a verdade?

Agora recolhida pela lareira, no quadrado branco de mármore. Das profundezas do marfim ascendem palavras que vertem seu negrume. Caído o livro; na chama, no fumo, em momentâneas centelhas – ou agora viajando, o quadrado de mármore pendente, minaretes abaixo e mares indianos, enquanto o espaço investe azul e estrelas cintilam – verdade? Ou agora, consciente da realidade?

Preguiçosa e indiferente, a garça retoma; o céu vela as estrelas; e então as revela.


>>>Hoje é quinta-feira e sei exatamente que dia é hoje!